Lembro

Ainda me lembro de ler Werther na primeira cadeira do ônibus, um fim de tarde  sem sol e fresco e alguma coisa insistindo em se movimentar. Lembro das ruas com árvores me iluminando o coração - porque apenas precisava da luz dos ventos. Assim era; calmaria e silêncio. 
E, embora hoje o tumulto queira voz, ainda me resta a lembrança salva vida e as vontades que permanecem. 
Ah, poesia... você não sai de mim. 

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