"Jamais se pode ver teu rosto, separado de tudo: mundo estranho a estas festas humanas, onde as palavras são conchas secas, bradando a vida, a vida, a vida! e sendo apenas cinza. E sendo apenas longe. E sendo apenas essa memória indefinida e inconsolável. Pousa teu nome aqui, na fina pedra de silêncio, no ar que frequento, de caminhos extasiados, na água que leva cada encontro para a ausência com amorosa melancolia".
Cecília Meireles (Solombra, 1963).
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