Enfim, eu mudo e o mundo muda, na dança, no pé, na conversa, no nascimento. Gerando, dançando, chorando, vendo a morte, mudo e mudam-se as estações e tudo muda em descompasso harmônico, ao passo que o passo não é definido por nada senão um destino do instante. Mudo todos os dias, todas as manhãs, todas as artérias, todo momento, toda engaiolada, toda livre, toda na chuva. Mudo despretensiosamente porque sou isso e aquilo, sou toda essa desarmônica causa, causa de nada, de alguém, que gera causas, conflitos, complicações, lágrimas. Sou, sou, sou, não sou, fui, serei, jamais serei e já não sei.
Mas irei, para longe, para perto, irei para.
Mas irei, para longe, para perto, irei para.
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