Down em mim, down aqui, down.


Eu ando tão down... eu ando tão down...
Down...
Ando tão à flor da pele magra e já não sei o que meu corpo abriga...
O que dizer destas noites quentes e frias, cada uma em si?
E as paredes do meu quarto escutam as velhas histórias silenciosas que deveriam ir embora
mas que ficam, down, down, down, down em mim, pegando mal, pegando pra sofrer.
Se lembrar e sorrir é o que não faço, pois ando tão down... eu ando tão down... down!
Lembrar para não esquecer que eu não broto no esquecimento essa agonia de existir que é a lembrança.
Amarga e impulsiva: fina, erótica, grotesca, mole, nojenta e insuportável.

Eu ando tão down... eu ando tão down...
...


Comentários

Postagens mais visitadas