o azul é puro / o azul é pus // de barriga vazia // o verde é vivo? / o verde é vírus // de barriga vazia // o amarelo é belo? / o amarelo é bile // de barriga vazia // o vermelho é fúcsia? / o vermelho é fúria // de barriga vazia // a poesia é pura? / a poesia é para // de barriga vazia”[1].


[1] CAMPOS, Haroldo de. Xadrez de estrelas (percurso textual: 1949-1974). São Paulo: Perspectiva, 1976, p. 125. (Signos, 4)

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