O poema sai de mim como sai de mim um filho: nasce, desabrocha.
É preciso que tenha amor para criá-lo, é preciso acariciá-lo, é necessário que cuide dele e encha-o de amor para que seja aceito.
É preciso entendê-lo e mesmo que não o entenda, senti-lo, beijá-lo, recebê-lo com o coração puro.
Ser poeta é como ser mãe, pai. É preciso que seja eterno enquanto dure.
Caramba Thay...
ResponderExcluirConsidero as minhas gravidezes, de alto-risco.
Quando não são filhos natimortos, são os paridos a ferro e muito, mais muito sangue vivo no prato.
E ao segurá-los, olhar aquele rostinho puro e branco e doce tão dependente de mim, vê-los arfarem do último suspiro ainda nos meus braços...
Antes mesmo de amamentá-los, por a roupinha da minha cor favorita, escolher o mais lindo nome.
E eu a murrar o espelho...
A ver partir-se em mil pedaços...
E em vez de tomar cuidado para não me ferir nos estilhaços, eis o meu erro...
Restando depois um piano no fundo da sala, quando soltando as feridas devagar, ninguém me ouça gritar.
Creio que já sou um ser bem cansado de parir-se
Legião Urbana é sempre inspirador...
Eu quem agradeço a presença, as palavras, e o recanto amigo.
Ando deveras perto demais de mim mesma, e isso enlouquece.
:)
Um sorriso, para as duas
Tu e Clarice.