Desbravei um guarda-roupa antigo. Daqueles de madeira real, verdadeira. Pura. Era amarelo e tinha papéis colados por dentro. Há algum tempo, desbravando ainda, guardei umas lembranças das quais nunca quis esquecer - das quais, ao certo, nem se pode esquecer (ou não se deve).
Retornei àquele palheiro, furdunço doido, parecia mais uma caverna de memórias: e como havia memórias dentro! Livros horríveis, diários com flores mortas, folhas secas guardadas, histórias esquisitas contadas, poemas, vestígios de um passado longe... mas não muito. Até gostoso de se lembrar.
Encontrei, então, entre tudo o que se perdeu no tempo, tudo o que ficou no coração.
"E é sempre melhor o impreciso que embala que o certo que basta,
Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,
E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida..."
Junto com um cd com músicas de letras belas
Retornei àquele palheiro, furdunço doido, parecia mais uma caverna de memórias: e como havia memórias dentro! Livros horríveis, diários com flores mortas, folhas secas guardadas, histórias esquisitas contadas, poemas, vestígios de um passado longe... mas não muito. Até gostoso de se lembrar.
Encontrei, então, entre tudo o que se perdeu no tempo, tudo o que ficou no coração.
"E é sempre melhor o impreciso que embala que o certo que basta,
Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,
E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida..."
Junto com um cd com músicas de letras belas
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