Todo o nada

Ouço o choro do violino e a chuva me molha os dedos neste momento.
É quando um estrondo invade meu peito, e eu, adormeço.
No sonho, vejo estrelas, as nebulosas, os brilhos, os ventos,
tempestade, umas neves, montanhas ébrias; é tudo que não esqueço.

No sono, ouço as batidas de um coração dentro de um outro coração.
E que palavra mais simples morreria para dizer: vida,
meu sinônimo, minha pequena treva, pequeno amor, pequena morte - de tudo o que morreu, ser de paixão.
Arrebento-me nesse dilacerar, explosiva, exaustiva. Mas viva.

Uma elegia vem soando, murmúreo, lamento: em sorriso.
Como pode? pergunta, em tom solene. Nada mais que isso, nada:
Estrondo, suavidade, ardor, pureza, rumor forte, instante eterno, nascido
de um ventre, gerado de um amor, preciosidade. Todo esse nada.

(...)

Comentários

  1. "No sono, ouço as batidas de um coração dentro de um outro coração.
    E que palavra mais simples morreria para dizer: vida," ♥

    Como pode? Mas pode, e é.
    Será, será ainda tanto. (:

    ResponderExcluir
  2. Sério que curtiu assim?
    Foi tão "de instante".
    Poderia continuá-lo e pôr no livro. Vou pensar numa parte dois pra ele.

    s2!

    ResponderExcluir
  3. "No sono, ouço as batidas de um coração dentro de um outro coração.
    E que palavra mais simples morreria para dizer: vida."
    Sensibilidade escorrendo aí, já dizia Amanda Palazzo.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Olá! Agradeço sua disposição em comentar e sua visita ao meu espaço. :) ⍟

Postagens mais visitadas