Quero ser livre. Quero ser letra. Quero ser Literatura, palavra e poesia.
E queria que a Literatura me fosse dada para respirar, no lugar de pulmões e vias nasais. Quero uma Literatura além de pontos mecânicos em que se desliguem e religuem esquecendo-se das horas e do que se leu. Quero uma Literatura que caia como uma tempestade e que me guarde nos ramos das árvores, escondida como macaquinhos que procuram comida de gente. Quero a Literatura como uma mãe que afaga os filhos, como uma mãe que come a placenta e respira a vida nas veias. Quero uma Literatura que me refugie e que fuja comigo, como um amor verdadeiro, como uma paixão única e de um instante eterno.

E já tenho.

Comentários

  1. Mãe que come placenta, isso é Água viva, heim! hahaha
    O Barthes, pode continuar tão assim. Ele sabia o que falava.

    Ah, essas leituras que nos formam... lindas!

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