Reflexos
Não és reflexo: és unicidade.
O tempo que te afloras com tua poesia é mero reflexo de si, não do outro.
Quanto a outra parte - esta que fala - é um emaranhado de reflexos ébrios de acontecimentos mais ébrios que nada. E que nada explicam tantos malditos espelhos.
Um é o pois do outro, que se encaixa naquele outro e isso e aquilo.
E não muda.
Não é teu reflexo que vejo em outrem, é teu reflexo que vejo em ti - tu és o teu espelho. Não penses ser a imagem d'outro.
Não poderia haver absurdo mais concreto.
E não há nada mais concreto que o teu próprio reflexo de teu próprio espelho em tua própria vida - por mais ébria que esteja.
O tempo que te afloras com tua poesia é mero reflexo de si, não do outro.
Quanto a outra parte - esta que fala - é um emaranhado de reflexos ébrios de acontecimentos mais ébrios que nada. E que nada explicam tantos malditos espelhos.
Um é o pois do outro, que se encaixa naquele outro e isso e aquilo.
E não muda.
Não é teu reflexo que vejo em outrem, é teu reflexo que vejo em ti - tu és o teu espelho. Não penses ser a imagem d'outro.
Não poderia haver absurdo mais concreto.
E não há nada mais concreto que o teu próprio reflexo de teu próprio espelho em tua própria vida - por mais ébria que esteja.
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