Tontas noites
Há dias em que o céu e o ar parecem borbulhar;
e a noite vem - confusa e triste, somente apaziguar.
Por mais que se fale, que grite palavras - elas nunca servem;
as palavras só prestam para embriagar, para vomitarem.
E a alma que chora tanto em busca de uma poesia...
só encontra, no escuro da noite, a lembrança infeliz de um dia.
Dia igual a todos em que o céu borbulha, que o ar vibra embrulhando
todo o fio de cabelo que quer arrepiar-se de prazer! Estonteando
as noites.
Aquele que sabe do amor pelo outro, do amor pela palavra
procura encontrar e encontra procurando o nada.
Pois acha que sabe a dor real mas nem conhece a delícia de ser-se
e de ser o outro querendo entender ou parecer-se.
Ah! quantas noites tontas se vê! A única em que se vê uma poesia maldita
e louca - esta, imcompreendida e catártica, tanto infinita...
Sabeis que é para ti, para vós, para mim - um mim perdido e vago
que as vozes do mundo e as vozes vazias estão abertas - e ferem como machucados
que também abertos só vêm a perturbar.
Podes chamar isso de liberdade - mas tudo ganhara outro nome;
Só é uma expurgância de uma ânsia de tudo que nunca vê no tudo o
tudo que o tudo pode ter, mas sempre vê no nada esse tudo que pode nem haver;
Assim como a insistência dita, assim como a palavra escrita
assim como o sofrer ser uma sina.
e a noite vem - confusa e triste, somente apaziguar.
Por mais que se fale, que grite palavras - elas nunca servem;
as palavras só prestam para embriagar, para vomitarem.
E a alma que chora tanto em busca de uma poesia...
só encontra, no escuro da noite, a lembrança infeliz de um dia.
Dia igual a todos em que o céu borbulha, que o ar vibra embrulhando
todo o fio de cabelo que quer arrepiar-se de prazer! Estonteando
as noites.
Aquele que sabe do amor pelo outro, do amor pela palavra
procura encontrar e encontra procurando o nada.
Pois acha que sabe a dor real mas nem conhece a delícia de ser-se
e de ser o outro querendo entender ou parecer-se.
Ah! quantas noites tontas se vê! A única em que se vê uma poesia maldita
e louca - esta, imcompreendida e catártica, tanto infinita...
Sabeis que é para ti, para vós, para mim - um mim perdido e vago
que as vozes do mundo e as vozes vazias estão abertas - e ferem como machucados
que também abertos só vêm a perturbar.
Podes chamar isso de liberdade - mas tudo ganhara outro nome;
Só é uma expurgância de uma ânsia de tudo que nunca vê no tudo o
tudo que o tudo pode ter, mas sempre vê no nada esse tudo que pode nem haver;
Assim como a insistência dita, assim como a palavra escrita
assim como o sofrer ser uma sina.
"Aquele que sabe do amor pelo outro, do amor pela palavra
ResponderExcluirprocura encontrar e encontra procurando o nada."
Bela fluidez. Sutil e profunda. ")
Foto linda, Claudia.
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