Infiel sina, infiel frio
"Pois quando entro em meu quarto, durante todas as noites, apenas minha alma sabe da dor que me domina. Apenas o meu corpo é quem sente o cansaço do dia, apenas meu sangue tem o fervor da calmaria. Apenas gostaria de não ser o sol que ilumina qualquer dia, de não ser a luz que vagueia pronta à iluminar calafrios de homens chorosos,pois só quero devolta uma paz que nunca tive. Quem sabe se eu colocar uns livros na bolsa e... Mas não. Não posso ainda. Devo esperar e pensar. Devo espreitar a vida pois ela está de olho em mim e não quer que eu me encontre com a morte. A vida tem certo pavor da morte e eu as vejo em constante batalha. Apenas sei que se colocasse uns livros em minha bolsa e caminhasse para onde quer que eu fosse, eu as estaria desafiando. Que mal me faria, fugir de mim, correr para fora de mim, entrando devolta?"
Ana havia chegado da chuva. Sentou-se em sua cama fria e úmida de algumas gotas e pôs-se a escrever. O que era aquele silêncio, ela não saberia decifrar. Mal decifrara suas lamentações que pareciam quase eternas. Por vezes - e muitas estas eram - encontrava-se em poesias ausentes, poesias de que ninguém nunca saberia, poesias de que jamais se encontraria. A chuva conversava com ela e ela a respondia em palavras. "Dor, amor e morte."
Parte II de "Códigos de Ana"
Belos cenários. Estou adorando conhecer Ana.
ResponderExcluirGostei muito do seu blog..Vc escreve bem!Parabéns.
ResponderExcluirInteressante esse "Código de Ana"...
ResponderExcluirBeijinhos amiga!
By Bruna
Tô amando acompanhar esses Códigos.
ResponderExcluirQuero mais, Thayne! ><'
"Banhe-se a partir de agora somente de abraços quentes!"
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